quarta-feira, 30 de julho de 2025

Criança, Adolescente e Tela: um olhar reflexivo sobre desafios e oportunidades.


Na aula de Educação, Comunicação e Tecnologias Digitais, realizada na última quinta-feira, 24/07/2025, discutimos três temáticas fundamentais para a educação atual: direitos na rede e educação midiática; criança, adolescente e tela usos dos dispositivos digitais; e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, que foi apresentada por meio de um podcast em sala de aula.


Essas discussões me levaram a refletir profundamente sobre como as telas têm marcado o cotidiano das crianças e adolescentes, não só como instrumentos de diversão, mas como espaços de aprendizagem e cidadania. Surgiu em mim a dúvida sobre como podemos guiar nossas crianças para um uso mais consciente e crítico dessas tecnologias. Ao longo deste texto, compartilho as reflexões que essa aula despertou, destacando tanto os riscos quanto as oportunidades que o mundo digital oferece. Durante minha formação e observações práticas, notei que o uso das tecnologias digitais pelas crianças acontece de formas muito das vezes irresponsável. Em casa, muitas vezes os dispositivos servem como distração sem limitação definida, funcionando como uma solução rápida para entreter ou acalmar. Mesmo assim, vejo um grande potencial das telas no contexto educativo. As crianças mostram interesse, curiosidade e vontade de aprender com elas. O que falta, na maioria das vezes, é uma comunicação mais efetiva entre família e escola, para que o uso das tecnologias tenha objetivos comuns. Sem esse diálogo, a tecnologia corre o risco de se usar de forma desconectada das reais necessidades formativas das crianças, tanto em casa quanto na sala de aula. O uso das telas na infância traz muitos riscos. Já percebi crianças ansiosas, irritadas ou isoladas depois de passarem muito tempo conectadas. Algumas perdem o interesse em brincar com outras, ou até em ler e explorar o mundo real. A superexposição a conteúdos inadequados também preocupa, assim como a facilidade de cair em vídeos, jogos ou redes que estimulam o consumo e a passividade. Por outro lado, é preciso reconhecer que as tecnologias podem ser aliadas no processo educativo quando usadas com propósito. Com intencionalidade pedagógica, os dispositivos digitais ampliam repertórios, despertam a criatividade e facilitam o acesso à informação. O problema não está na tela em si, mas na forma como ela entra na vida da criança. Quando a mediação é consciente, o digital contribui muito para o desenvolvimento infantil. Acredito que o caminho não é proibir, mas mediar. Isso exige presença e atenção. A escola tem papel fundamental nesse processo: ensinar as crianças a pensar sobre o que consomem, a identificar fake news, a proteger sua privacidade e a fazer escolhas digitais com autonomia e responsabilidade. Vejo que os professores devem se sentir parte dessa construção, e não reféns da tecnologia. Algumas estratégias que considero valiosas são o uso de vídeos críticos, a criação de blogs pelos alunos, rodas de conversa sobre o que veem nas redes e até a produção de conteúdo digital. Assim, a tela se torna uma ferramenta de expressão e construção da cidadania. Aprendi que a educação midiática não é um luxo, mas um direito. Crianças e adolescentes têm o direito de ser protegidos no ambiente digital e de aprender a usar esse espaço com consciência. Isso depende de políticas públicas que garantam acesso de qualidade à internet, dispositivos adequados e formação para educadores. Educar para a mídia é educar para o mundo. Quando formamos crianças capazes de refletir sobre o que assistem, compartilham e produzem, ajudamos a criar cidadãos mais críticos, menos manipuláveis e mais autônomos. Essa reflexão me mostrou que falar sobre criança, adolescente e tela não é só discutir tecnologia é discutir humanidade, cuidado e futuro. Como futura educadora, sinto o dever de pensar sobre isso, buscar conhecimento e propor caminhos.



Segue abaixo um vídeo reflexivo que serve como alerta dos malefícios que tecnologia em excesso causa. 




quinta-feira, 24 de julho de 2025

PODCAST: ESTRATÉGIA NACIONAL ESCOLAS CONECTADAS

Neste episódio do PodDivas, mergulhamos em um tema fundamental para o futuro da educação pública: a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas. Discutimos como essa iniciativa busca garantir internet de alta qualidade nas escolas, promover o acesso a tecnologias e oferecer formação continuada para os educadores. Refletimos sobre os desafios de implementação, os efeitos sociais e o papel crucial da inclusão digital para a equidade educacional no Brasil.


👥 Realização: Grupo 6 — Educação, Comunicação e Tecnologias Digitais | UFS | 2025.1









terça-feira, 22 de julho de 2025

OBSERVAÇÕES SOBRE FAKE NEWS E DESINFORMAÇÃO.

Você já parou para pensar quantas informações falsas passam por nós todos os dias sem que a gente perceba?

Pois é. Muitas vezes, sem nem nos darmos conta, temos contato com desinformação e fake news. Ao ouvir um episódio sobre esse tema, fui levada a refletir sobre o quanto a desinformação impacta nosso papel como educadores e cidadãos, já que esse fenômeno atinge todas as esferas da sociedade. Por isso, é tão importante buscar conhecimento e aprender a checar notícias antes de aceitá-las como verdadeiras. Precisamos identificar se uma informação é confiável, se é uma notícia falsa ou manipulada, e entender que ter acesso à informação de qualidade está diretamente ligado ao nosso direito à comunicação. Formar uma postura crítica diante do que consumimos é essencial para que possamos usar as plataformas digitais com consciência.

A professora, em sala de aula, mencionou que durante determinado período político, havia uma ferramenta digital capaz de verificar se uma notícia era falsa. Quando confirmada como falsa, ela era retirada do ar. Imagine como isso seria benéfico para a sociedade! No entanto, sabemos que muitas dessas informações enganosas permanecem circulando porque geram lucro  e, por isso, nem sempre há uma intervenção eficaz para combatê-las. Diante disso, é fundamental que a escola incentive a participação crítica e responsável dos estudantes no mundo digital, desenvolvendo sua autonomia, criatividade, capacidade de escuta e argumentação. A formação de cidadãos digitais conscientes envolve promover discussões sobre desinformação, respeito à privacidade, direitos autorais e o impacto das postagens nas redes sociais. Por meio de oficinas, projetos e debates interdisciplinares, os alunos podem aprender a usar as mídias como ferramentas de conhecimento, comunicação e transformação social e não como espaço para reprodução de conteúdos irresponsáveis. No cotidiano escolar, é comum que os estudantes se deparem com boatos muitos deles vistos no celular, gerados por inteligência artificial, memes ou comentários de colegas  e recorram aos professores para saber se são verdadeiros. Isso mostra o quanto os educadores têm papel importante, mesmo diante da dificuldade de identificar o que é verdadeiro em meio a tanta informação. Apesar disso, são eles que formam leitores críticos, capazes de não acreditar em tudo que veem.  A plataformização pode ser uma aliada poderosa na educação, se for utilizada com consciência crítica e equilíbrio. A escola precisa garantir que essas ferramentas não substituam o papel humano do professor, nem comprometam a liberdade pedagógica ou a proteção dos dados dos estudantes. Fica evidente que muitas desinformações e fake news são compartilhadas intencionalmente, já que quem as espalha quase sempre se beneficia de alguma forma. Por isso, o papel do professor é ainda mais importante: ele atua na formação ética, crítica e autônoma dos jovens, ajudando-os a pensar, questionar e agir com responsabilidade no mundo digital.




terça-feira, 8 de julho de 2025

REFLEXÕES SOBRE A INTELIGÊNGIA ARTIFICIAL E EDUCAÇÃO.

 Reflexões sobre Inteligência Artificial e Educação: entre desafios e possibilidades.

  
Durante o debate em sala de aula e a leitura do texto “A IA Generativa: Dilemas e Desafios da Educação”, de Lucia Santaella, algo que chamou muito a minha atenção foi o quanto a Inteligência Artificial está provocando uma verdadeira transformação na forma como ensinamos, aprendemos e nos comportamos. É fato que a IA estar modificando o nosso modo de vida, o que fazemos e como fazemos, mas resta saber se ela está sendo sempre benéfica ou maligna, e se estamos sabendo usar corretamente. O ChatGPT, por exemplo, representa uma mudança profunda porque lida com algo muito humano: a linguagem. A IA não é só uma novidade tecnológica, mas uma tecnologia que está fazendo com que as pessoas repensem práticas pedagógicas, avaliações e até o papel do professor. Mas esse modo de pensar deve levar as pessoas a criarem soluções para conciliar educação e tecnologia como aliadas e não a pensar que os professores não são fundamentais neste processo de aprendizagem, porque os professores não são substituídos por aparelhos, e só humanos têm a capacidade de ensinar outros seres humanos. A IA pode contribuir muito com o trabalho docente: ajuda a preparar planos de aula, resumos, criar atividades, propor debates. Porém, o desafio está em usar essa ferramenta com ética e responsabilidade, sem passarmos nosso trabalho de construção para a inteligência artificial. A tecnologia, por si só, não ensina, não cria, não gera resposta, somos nós que provocamos o aprendizado e tudo que ela faz. Também me chamou atenção o risco de confiar cegamente nas respostas da IA, que, por mais convincentes que sejam, podem conter erros ou imprecisões. Isso mostra a importância de não consumir conteúdos gerados por IA com confiança total, achando que ela só traz verdades, pois muitas vezes eles erram, trazem notícias falsas ou deixam algo importante da temática de fora.



Isso nos mostra que devemos, antes de ir para uma IA buscar um conhecimento prévio de determinada pesquisa e desenvolvermos a habilidade crítica para analisarmos as respostas dadas. Ficou evidente a necessidade de educar para o uso consciente da tecnologia. É contraditório quando adultos pedem que crianças usem menos o celular, mas passam o dia todo no próprio aparelho. As pessoas estão cada dia mais viciadas em aparelhos tecnológicos e esquecendo o mundo que as rodeiam, deixando seus afazeres próprios; ignoram seus filhos para dar atenção a conteúdo da internet, quando deviam estar brincando com eles, procurando saber da escola, do desenvolvimento. O que mais acontece é pais colocando a culpa na escola quando o rendimento escolar da criança cai, mas falta acompanhamento da família nos estudos. A escola e a família precisam caminhar juntas, dando exemplo e mostrando limites, porque o que mais estamos vendo nessa sociedade é crianças que têm muito contato com tecnologia desde seus primeiros meses de vida como uma forma de distraí-los uma vez ou outra, e isso começa a ficar frequente cada dia mais, tornando essas crianças cada dia mais reféns de telas. Aprender sobre IA muda o olhar sobre o futuro da escola; ela pode se tornar mais inclusiva, personalizada, conectada com o mundo real e contribuindo para uma igualdade social, garantindo que esse acesso seja para todos e não apenas para a elite. A IA tem potencial de suprir necessidades sociais, mas isso só será possível se for democratizada e acompanhada de políticas públicas responsáveis. Conhecer essa temática é essencial para que possamos lidar com ela de forma ética, criativa e crítica. Para mim, essa discussão ampliou minha consciência sobre o papel da educação nesse novo cenário e como devemos estar atentos para essas tecnologias facilitadoras, dispostos a aprender a como manuseá-las e para ensinar, porque, como futura docente, pretendo poder ensinar os alunos a forma correta de se usar as IA sem cometer nenhum erro dentro da ética. 

quinta-feira, 3 de julho de 2025

 Tecnologias e Políticas Públicas na Educação 



Durante o debate em sala e com o apoio dos textos, foi possível entender com mais profundidade como as tecnologias e as políticas públicas educacionais evoluíram do século XX ao XXI, e o quanto isso impacta a formação docente e a prática pedagógica. 

No século XX, os primeiros programas educacionais com tecnologia, como, a TV Escola e o ProInfo representavam tentativas de desenvolver o mundo e o futuro de jovens por meio da tecnologia nas escolas públicas, com foco na distribuição de conteúdos prontos e pouca preocupação com as diversidades regionais. A ideia era padronizar o ensino por meio da tecnologia, mas sem incluir de fato o professor no processo de construção e adaptação desses materiais. Já no século XXI, os debates se aprofundaram. A chegada da internet, dos laboratórios de informática e da educação conectada (como o Programa Educação Conectada e o PNED – Política Nacional de Educação Digital) traz novas exigências: infraestrutura, formação docente e acesso justo. Agora, a prioridade é usar a tecnologia como instrumento pedagógico, e junto com a tecnologia o método pedagógico também tem que acompanhar e não apenas como veículo de transmissão de conteúdos. Políticas como o ProInfo, Um Computador por Aluno (UCA), PNLD Digital e a criação dos Núcleos de Tecnologias Educacionais (NTEs), foram marcos importantes. Apesar dos avanços, muitos desses projetos enfrentaram problemas como falta de formação dos professores que por muitas vezes não sabem como usar a tecnologia para auxiliar na educação, descontinuidade política por não dá continuidade ao plano educacional e desigualdades regionais, uma vez que, na tentativa de implementar um computador por aluno e não chegou em todas as escolas do brasil, assim, nem todos foram comtemplados, em detrimento do desenvolvimento escolar e da sociedade. O recente PNED reconhece que educação digital é um direito e um dever do Estado, o que coloca o tema no centro das políticas educacionais e reforça, mas uma vez o papel que o Estado já devia ter assumido a séculos atrás. A meta é conectar todas as escolas com internet de alta velocidade, formar professores capacitados para uso e ensino de tecnologias e para utilização pedagógico das tecnologias mostra um novo caminho mais integrado e coerente. 


Como futura professora, entendo que não basta saber apenas usar as tecnologias, é preciso compreender o sentido pedagógico delas e aprender a como manusear ela da melhor forma para ela seja uma aliada e não uma vilã, pois, a tecnologia deve estar a serviço de uma educação crítica, inclusiva e transformadora. Esses debates me ajudaram a refletir que minha formação precisa ser contínua, e que educar no século XXI exige pensar além do conteúdo, é preciso preparar cidadãos digitais, conscientes de seus deveres e direitos, e capacidades criativas. Além disso, pensar na tecnologia dentro da escola pública me faz entender que ser professora é também assumir uma postura política, lutando por uma escola conectada, justa e significativa para todos os alunos. A aula me ajudou a perceber que a educação digital não é sobre “ter computadores”, mas sobre como ensinar com eles e como trabalhar com outras tecnologias junta com as metodologias de ensino.

MARCO CIVIL DA INTERNET

  Na noite do dia 31/07/2025 , uma quinta-feira , aconteceram as últimas apresentações da turma. Os temas escolhidos foram Privacidade e Pro...