quarta-feira, 21 de maio de 2025

Memórias da educação fundamental.




Memórias da educação fundamental. 

Reflexões sobre minha infância escolar e o papel da tecnologia na educação rural.


seja bem vindo ao meu blog!

Me chamo Jussiara, sou de Nossa Senhora da Glória e estou neste curso com o objetivo de crescer pessoalmente e ajudar outras crianças a fazerem o mesmo. Essa disciplina é desafiadora, assim como o curso como um todo, mas acredito que tudo o que ela tem a ensinar será muito importante para que, no futuro, eu consiga repassar esse conhecimento da melhor forma possível.


Uma infância marcada por tecnologias simples. 

 Na minha infância escolar, o ensino era marcado por tecnologias simples, mas essenciais. O mimeógrafo deixava as mãos manchadas de azul, enquanto o cheiro do álcool impregnava a sala. O som do giz no quadro negro acompanhava o ritmo da aula, e os cartazes feitos à mão pendurados na parede davam vida à sala. As provas e atividades eram impressas num mimeógrafo a álcool, com cheiro forte e tinta azulada, que muitas vezes borrava. O quadro-negro era o centro da aula. O giz fazia uma nuvem de pó na sala, e toda aula era uma disputa para ver quem era que iria apagar o quadro e ir bater o apagador lá fora. A professora escrevia com giz branco ou colorido e enquanto ela dava uma saidinha ou nos intervalos pegávamos as pontinhas de giz que sobravam e ficávamos brincando de jogo da velha, ou desenhando no quadro, quando não pegávamos os giz para desenhar amarelinha no pátio.

Tudo era registrado à mão, as chamadas, atividades, as vezes até recado, quando acontecia de ter ele impresso a professora que trazia da cidade já pronto, já que na escola não tinha computador nem impressora. Os cadernos tinham capas personalizadas com papel de presente e plástico transparente para conservar mas os cadernos para não se estragar antes do ano letivo acabar. Não tínhamos muito acesso a tecnologia digital, o mais moderno que tínhamos de digital era uma caixa de som, um aparelho de dvd e um televisão antiga de antena para algumas sextas que tínhamos como dia mais divertido para a gente.

Apesar de ser uma escola rural, minha experiência — que já tem mais de 10 anos — mostra que tanto a tecnologia analógica quanto a digital chegaram até lá. As professoras também usaram práticas pedagógicas inovadoras, como aulas com recursos tecnológicos, atividades mão na massa e projetos interdisciplinares. Participei de projetos escolares como o Dia das Mães, Páscoa, Natal, Dia do Índio e São João que valorizavam a participação ativa dos alunos. Isso demonstra que, mesmo em contextos desafiadores, é possível construir uma educação rica e significativa.

Um comentário:

  1. Jussiara, sabemos que historicamente as escolas do campo tiveram e tem muitos direitos negados. Um deles é o direito da comunicação. Consegui perceber uma parte de sua trajetória escolar, mas não consegui perceber de qual etapa você está se referindo. Quando falamos da educação básica precisamos considerar que estamos falando da etapa que se constitui da educação infantil ao ensino médio. Durante todo esse período você estudou na escola do campo? Durante toda essa etapa não houve nenhuma prática com tecnologia? Entenda que é importante olhar para essa esse passado para que consiga perceber como pode ressignificar as práticas quando estive atuando na educação. bjos

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