Na aula de Educação, Comunicação e Tecnologias Digitais, realizada na última quinta-feira, 24/07/2025, discutimos três temáticas fundamentais para a educação atual: direitos na rede e educação midiática; criança, adolescente e tela usos dos dispositivos digitais; e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, que foi apresentada por meio de um podcast em sala de aula.
Essas discussões me levaram a refletir profundamente sobre como as telas têm marcado o cotidiano das crianças e adolescentes, não só como instrumentos de diversão, mas como espaços de aprendizagem e cidadania. Surgiu em mim a dúvida sobre como podemos guiar nossas crianças para um uso mais consciente e crítico dessas tecnologias. Ao longo deste texto, compartilho as reflexões que essa aula despertou, destacando tanto os riscos quanto as oportunidades que o mundo digital oferece. Durante minha formação e observações práticas, notei que o uso das tecnologias digitais pelas crianças acontece de formas muito das vezes irresponsável. Em casa, muitas vezes os dispositivos servem como distração sem limitação definida, funcionando como uma solução rápida para entreter ou acalmar. Mesmo assim, vejo um grande potencial das telas no contexto educativo. As crianças mostram interesse, curiosidade e vontade de aprender com elas. O que falta, na maioria das vezes, é uma comunicação mais efetiva entre família e escola, para que o uso das tecnologias tenha objetivos comuns. Sem esse diálogo, a tecnologia corre o risco de se usar de forma desconectada das reais necessidades formativas das crianças, tanto em casa quanto na sala de aula. O uso das telas na infância traz muitos riscos. Já percebi crianças ansiosas, irritadas ou isoladas depois de passarem muito tempo conectadas. Algumas perdem o interesse em brincar com outras, ou até em ler e explorar o mundo real. A superexposição a conteúdos inadequados também preocupa, assim como a facilidade de cair em vídeos, jogos ou redes que estimulam o consumo e a passividade. Por outro lado, é preciso reconhecer que as tecnologias podem ser aliadas no processo educativo quando usadas com propósito. Com intencionalidade pedagógica, os dispositivos digitais ampliam repertórios, despertam a criatividade e facilitam o acesso à informação. O problema não está na tela em si, mas na forma como ela entra na vida da criança. Quando a mediação é consciente, o digital contribui muito para o desenvolvimento infantil. Acredito que o caminho não é proibir, mas mediar. Isso exige presença e atenção. A escola tem papel fundamental nesse processo: ensinar as crianças a pensar sobre o que consomem, a identificar fake news, a proteger sua privacidade e a fazer escolhas digitais com autonomia e responsabilidade. Vejo que os professores devem se sentir parte dessa construção, e não reféns da tecnologia. Algumas estratégias que considero valiosas são o uso de vídeos críticos, a criação de blogs pelos alunos, rodas de conversa sobre o que veem nas redes e até a produção de conteúdo digital. Assim, a tela se torna uma ferramenta de expressão e construção da cidadania. Aprendi que a educação midiática não é um luxo, mas um direito. Crianças e adolescentes têm o direito de ser protegidos no ambiente digital e de aprender a usar esse espaço com consciência. Isso depende de políticas públicas que garantam acesso de qualidade à internet, dispositivos adequados e formação para educadores. Educar para a mídia é educar para o mundo. Quando formamos crianças capazes de refletir sobre o que assistem, compartilham e produzem, ajudamos a criar cidadãos mais críticos, menos manipuláveis e mais autônomos. Essa reflexão me mostrou que falar sobre criança, adolescente e tela não é só discutir tecnologia é discutir humanidade, cuidado e futuro. Como futura educadora, sinto o dever de pensar sobre isso, buscar conhecimento e propor caminhos.
Segue abaixo um vídeo reflexivo que serve como alerta dos malefícios que tecnologia em excesso causa.

Amiga Juci adorei suas palavras, de forma leve e bem precisa ao mesmo tempo. A reflexão sobre o papel da escola, da família e das políticas públicas reforça o quanto a educação midiática é urgente. Falar de telas é, sim, falar de humanidade, presença e futuro. Que essa consciência nos acompanhe sempre como futuras educadoras.
ResponderExcluirJULIANA NASCIMENTO!
É verdade, as crianças passam maior parte do tempo em casa e por isso muitas vezes acarreta mo uso indevido das tecnologias, principalmente o celular. Como você disse, ela é usada como forma de acalmar, principalmente se os responsáveis trabalham fora de casa, e ai pode piorar a situação. Mas também existe o outro lado da moeda, esses pais podem utilizar dessa tecnologia, mas com um propósito em vista. Por exemplo, no caso desses pais que trabalham fora, quando chegarem realizar alguma atividade no celular com essa criança (não substitui a interação s telas, claro). Gosto muito de falar sobre isso, por que nesse assunto gosto de observar o papel dos responsáveis.
ResponderExcluirJuci, que bom que com o podcast eu e meu grupo conseguimos despertar em você um olhar crítico ao assunto! é muito importante discutir tal temática e como dito no podcast, monitorar o que nossas crianças e adolescentes estão consumindo nos dispositivos eletrônicos, e até onde este consumo deixa de ser saudável e começa a ser prejudicial ao desenvolvimento cognitivo e social.
ResponderExcluirA tecnologia pode ser uma super aliada na educação, mas tudo depende de como usamos. O papel da escola e da família é essencial pra transformar esse uso em algo consciente, criativo e seguro.
ResponderExcluirASS: DANDARAH JANINE
Gostei da sua observação sobre a falta de diálogo entre escola e família que é pertinente; sem essa parceria, realmente corremos o risco de desconectar a tecnologia das necessidades reais das crianças. Gostei quando você disse que “educar para a mídia é educar para o mundo”, essa frase resume com sensibilidade o papel da educação midiática na formação de cidadãos críticos e conscientes. Adorei a forma que escreveu!
ResponderExcluirANA MILENA
Fato!!! É necessária uma maior conscientização sobre o uso seguro e responsável da tecnologia na infância. É um absurdo que tantas crianças tenham acesso à internet sem qualquer supervisão, mas, infelizmente, como vocês bem destacaram, muitos responsáveis acabam utilizando a internet como uma forma de se sentirem livres dos filhos. Acredito que, hoje em dia, todos conheçam ao menos uma criança que vive grudada no celular, sem qualquer tipo de restrição, o que demonstra a gravidade da situação.
ResponderExcluirJu, vocês traz argumentos e reflexões muito potentes. Considero que as crianças e adolescentes circulam pelo ambiente digital, e portanto, é fundamental compreender que a sua proteção está vinculada à regulação das plataformas (regras), à educação e empoderamento dos sujeitos adultos e infantojuvenis (pessoas) para lidar com as demandas desse contexto e ao desenvolvimento de experiências seguras e potentes (processos), como eixos estruturantes dos produtos/serviços disponíveis. Por isso, tenho crítica a esse vídeo que você trouxe. Não acredito que a criança seja tão alienada como o vídeo coloca, como se fosse um ser que não pensa (como um cachorro que é guiado pela coleira).
ResponderExcluirComo disse em aula, a criança precisa do brincar nos ambientes analógicos e nos ambientes digitais (que não são ferramentas). Não podemos deixar de conversar, orientar, mediar esse uso. Pensemos mais sobre o tema. bjos